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Geral  

Críticas a ‘ajuste fiscal’ marcam ato dos servidores federais em dia sem avanços na negociação

15/05/2015

Servidores em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, na quinta-feira (19)
foto Fernando França

 

Da Redação do Sindsprev/RJ

Por Hélcio Duarte Filho

 

Manifestações no Rio, em Brasília e em diversos outros estados do país criticaram o ‘ajuste fiscal’ do governo federal e cobraram respostas à pauta de reivindicações nas negociações. Os protestos, realizados na quinta-feira (14), ocorreram no mesmo dia em que representantes das entidades sindicais nacionais dos servidores se reuniram com o Ministério do Planejamento para a segunda rodada das negociações. Não houve avanços, no entanto, e o governo não respondeu às reivindicações.

 

Na atividade realizada no Rio, os servidores distribuíram carta à população na qual alertam para o real significado do ‘ajuste fiscal’.  Que “ajuste” é esse?, ‘indagava’ o material levado à Cinelândia, no final da tarde e início da noite de quinta. Na véspera, o governo de Dilma Rousseff (PT) havia conseguido aprovar, na Câmara dos Deputados, a medida provisória que mexe com a Previdência e reduz o direito à pensão por morte de cônjuge.

 

Enquanto dezenas de manifestantes procuravam mostrar que o ‘ajuste fiscal’ tem como motor medidas para fazer caixa por meio da redução de direitos dos trabalhadores e cortes orçamentários nos serviços públicos, em Brasília, algumas horas antes, o governo reforçava tal percepção na mesa de negociações. O governo não apenas não apresentou propostas, como tentou empurrar as negociações para depois que as medidas impopulares que cortam direitos estiverem aprovadas no Congresso Nacional.

 

O governo parece estar ‘empurrando’ a categoria para greve, disse, à reportagem, a professora Sonia Lúcio, da Faculdade de Serviço Social da UFF e dirigente do sindicato da categoria (Aduff-SSind). A servidora se referia ao caos instalado nas instituições federais de ensino por conta dos cortes de verbas e ao resultado da negociação. Em Brasília, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, não apresentou nada de palpável e ainda se recusou a marcar em maio a data da próxima reunião alegando que o governo não teria nada ainda para dizer.

 

Dirigente do sindicato dos servidores do Colégio Pedro II, Sérgio Luiz Ribeiro criticou o ‘ajuste fiscal’ e defendeu a unidade do funcionalismo na campanha salarial. O servidor relatou os problemas que o corte orçamentário vem causando no Colégio Pedro II, onde terceirizados ficaram sem salários – caso dos serviços da manutenção, já há alguns meses, e agora das merendeiras, que paralisaram o trabalho em várias unidades. Ele destacou a importância da participação no dia nacional de paralisações convocado pelas centrais sindicais para o dia 29 de maio.

 

A professora Sara Granemann, da Faculdade de Serviço Social da UFRJ, fez menção à ocupação da reitoria dessa universidade naquela tarde, onde terceirizados, que não receberam o pagamento de abril, e estudantes exigem a regularização dos salários e o retorno das bolsas estudantis cortadas, duas medidas decorrentes do ‘ajuste fiscal’ do governo. Sara também explicou o que ocorre com a previdência dos servidores do Paraná e da Bahia, em greve contra as mudanças na aposentadoria, e defendeu toda solidariedade com esses trabalhadores.





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