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Geral  

Saúde estadual protesta pelo PCCS e marca novo ato-assembleia para dia 30 de junho

25/06/2015

Manifestação e assembleia no Largo do Machado. Novo protesto no dia 30 de junho
fotos: Fernando França

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

A manhã fria e chuvosa no Lago do Machado, no início da Zona Sul do Rio, a menos de dois quilômetros da sede do governo estadual, não impediu que servidores da rede estadual de saúde dessem o recado: a categoria vai lutar pela aprovação do plano de cargos e salários.

O protesto realizado na quarta-feira (24) reuniu representantes de quase todos os hospitais estaduais do Rio, além de servidores da secretaria e da vigilância, que destacaram a necessidade de a categoria se mobilizar para que a proposta de PCCS apresentada pelo secretário de Saúde, Felipe Peixoto, se torne oficial, chegue à Assembleia Legislativa e finalmente seja implementada. Sem mobilização, alertaram os servidores, isso não acontecerá.

Para isso, a assembleia-ato já apontou os próximos passos dessa luta, convocando nova manifestação seguida de ato para o dia 30 de junho, terça-feira que vem, em frente à Alerj, a partir das 14 horas. A assembleia terá entre os pontos de pauta a avaliação de indicativo de greve, caso o governo estadual não cumpra a promessa de encaminhar a promessa de encaminhar a proposta de PCCS ao Legislativo.

Comissão

A assembleia também decidiu formar uma comissão para analisar a proposta, que ainda não é oficial, e eventualmente propor alterações que melhorem o possível projeto. Essa movimentação, ressaltaram os servidores, não se contrapõe à defesa da aprovação o quanto antes da proposta.

O que se busca é localizar possíveis problemas e pressionar o governo e deputados para que dialoguem com a categoria em torno de soluções imediatas para eles. O conjunto das entidades sindicais será convidado a participar desse processo. E as reuniões da comissão serão abertas a quem desejar comparecer.

Sopa e luta

O ato no Largo do Machado terminou com um sopão de ervilha para esquentar um pouco o frio daquela manhã. Mas os discursos feitos do carro de som também ajudaram a esquentar o clima. “Esta categoria está de parabéns, está em movimento e eu tenho certeza que nós vamos unificar as lutas nas ruas para salvar a saúde pública”, disse Júlio Tavares, dirigente regional do Sindsprev-RJ, ao defender a unidade de todo o funcionalismo – que, no setor federal da seguridade social, apontou início de greve nacional da categoria para o dia 7 de junho.

A dirigente do sindicato Mariá Casanova destacou a necessidade de a categoria se mobilizar e não alimentar ilusões quanto à possibilidade de o PCCS ser aprovado sem que haja muita pressão dos servidores. “Todos nós aqui já conhecemos o Pezão, não tem ilusão na nossa vida. Esse salário não dá para viver. É um salário de vergonha”, disse.

O servidor André Ferraz, dirigente da Asservisa (Associação de Servidores da Vigilância Sanitária Estadual), criticou o fato de até o momento nem a proposta oficial ter sido apresentada e nem as negociações instaladas. “A mesa de negociação pautada no dia 5 de maio não foi instalada até hoje”, disse. “É uma pauta histórica da categoria, não atendida pelo Cabral e pelo Pezão”, observou.

Já Clara Fonseca, da direção do Sindsprev, destacou que sem a participação dos servidores o sindicato não tem força.  “O sindicato são vocês, se você não vierem às ruas conosco não vamos conseguir fazer nada”, disse. “Não temos nenhuma garantia de que no dia 15 de julho o nosso plano vai ser votado, só indo às ruas [para garantir isso]”, afirmou.

A servidora Denise Nascimento, diretora regional do sindicato, ressaltou a importância de cada ato e manifestação de rua para construir a campanha pelo PCCS. “Temos representantes de praticamente todas as unidades de saúde e isso expressa a representação de nosso movimento. É na rua que se faz o movimento, não sou eu que estou inventando, isso é a história”, disse. “A vitória do nosso movimento significa uma melhora do atendimento gratuito à população”, resumiu.


Ato reuniu cerca de 150 servidores de diversos locais de trabalho

 






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