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Geral  

Passeata de servidores do Ary Parreiras exige ‘Fora Dornelles!’

27/06/2016

 

 

 

Servidores do Hospital Ary Parreiras, em Niterói, protestam contra sucateamento da saúde e pedem a saída do governador interino, Francisco Dornelles
Foto: Mayara Alves

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Em defesa da saúde do estado, os servidores do Instituto Estadual de Tórax Ary Parreiras fizeram no último dia 23/6 uma passeata pela Avenida Luiz Palmier, no bairro do Barreto, em Niterói, onde funciona a unidade. Em função do abandono dos hospitais, atraso no pagamento de salários, não realização de concurso público, corte de verbas para o setor e privatização, a principal palavra de ordem da manifestação foi “Fora Dornelles”, uma referência a Francisco Dornelles, governador interino do estado do Rio de Janeiro.

O governador foi acusado de manter a mesma política de Cabral e Pezão, que o antecederam, de sucatear propositalmente os hospitais para justificar sua posterior privatização, com a entrega a organizações sociais. E de, ao mesmo tempo, privilegiar os ricos, as grandes empresas, gastando dinheiro com Copa do Mundo, Olimpíadas, obras faraônicas e isenção de impostos a várias empresas, política que levou o estado à falência. “Queremos o impeachment de Dornelles, que mantém a mesma política de Cabral e Pezão, que estariam enriquecendo ao beneficiar os negócios de grandes empresas, não cumprindo suas obrigações com a população, abandonando os hospitais e deixando a população morrer por falta de atendimento”, denunciou a diretora do Sindsprev/RJ Mariá Casa Nova, durante a passeata, que saiu às 10h25 do Ary Parreiras.

Faixas e cartazes levados pelos servidores lembravam os seguidos escândalos dos governos, muitos relacionados a desvios feitos por organizações sociais (O.S.), contribuindo para levar a saúde ao caos total. “Fora corruptos e corruptores da saúde pública”, eram os dizeres de uma das faixas. Outra chamava a população a lutar contra as O.S. e os males que elas provocam: “Diga não à terceirização e às O.S.”.  Uma grande faixa, detrás da passeata, fazia alusão ao episódio dos gatos existentes em grande quantidade no hospital e que convivem com os pacientes internados com doenças respiratórias graves como tuberculose ou com o vírus da Aids, inclusive comendo a comida deles: “Pacientes com HIV e tuberculose dividindo espaço com gato e sujeira. Profissionais e pacientes desrespeitados e em risco”. Outra lembrava da importância da unidade: “Instituto Ary Parreiras, único especializado em doenças respiratórias e Aids”.

Um cartaz frisava o perigo que correm os turistas e atletas que vêm ao Brasil para as Olimpíadas: “Turistas e atletas vão ser atendidos onde? Sem saúde, não vai ter tocha”. A passeata foi saudada por alunos da Escola Municipal Mestre Fininha, que gritavam “Fora Dornelles!”. Na frente da passeata seguia um caixão enterrando simbolicamente os governos Pezão/Cabral/Dornelles. “O enterro é de três governadores que quebraram a saúde e o estado: Cabral, Pezão e Dornelles. E não foi por causa do petróleo, como eles dizem. A suspeita que pesa sobre eles é a de terem montado um esquema para beneficiar empresas com obras da Copa do Mundo, das Olimpíadas, isentando grupos econômicos do ICMS e abandonando a população à própria sorte, deixando de investir sobretudo em hospitais e escolas”, denunciou Roberto Abreu, do Núcleo Sindical da unidade.

Também integrante do Núcleo Sindical, Wilca Martins argumentou que os governos Dornelles e Michel Temer estão preocupados apenas com as Olimpíadas, pouco se lixando com a vida da população. “Abandonaram os hospitais e não pagam nossos salários. Estamos em greve lutando por condições dignas de trabalho e atendimento e pela normalização do nosso pagamento. Mas a população também tem que tomar esta luta como sua porque acaba sofrendo diretamente com a irresponsabilidade e o compromisso desses governos com os ricos e poderosos. Este é um governo que não nos representa. Por isto vamos exigir: Fora Dornelles”, afirmou ela, defendendo a ocupação do hospital.

A diretora do Sindsprev/RJ Clara Fonseca classificou o governo Dornelles como ‘um governo de coveiros’. “É um governo do estado cujas decisões estão matando a população. É preciso dar uma resposta conjunta, nós servidores e usuários dos hospitais. Estamos sem salários, mas o plano de Dornelles é nos demitir”, afirmou, lembrando que a demissão em massa de servidores é um projeto dos governos das três esferas: federal, estadual e municipal.






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