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Geral  

Greve geral é convocada contra ‘reformas’ da Previdência, Trabalhista e terceirização

27/03/2017

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

“Vamos parar o Brasil no dia 28 de abril”. Assim nove centrais sindicais decidiram convocar uma greve geral contra a reforma da Previdência, Trabalhista e o projeto de terceirização aprovado pela Câmara dos Deputados. A última vez que se convocou uma paralisação desse porte no país foi há 28 anos.

Após pouco mais de duas horas de reunião na sede da UGT (União Geral dos Trabalhadores), em São Paulo, na tarde da segunda-feira (27), dirigentes dessas centrais chegaram a um consenso sobre a convocação da data e à divulgação de uma nota conjunta. O acordo entre as centrais saiu após muitas tentativas frustradas, nos últimos meses, por conta de divergências entre elas. A aprovação sumária na Câmara do projeto que permite a terceirização de todos os postos de trabalho teve forte influência na convergência para um acordo.

A decisão do governo de Michel Temer (PMDB), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), de pôr em votação um projeto de 18 anos atrás, enviado ao Legislativo pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), teria causado grande descontentamento até nas centrais que apoiam o governo. É o caso da Força Sindical, que assina a convocatória por meio de seu presidente, o deputado federal Paulinho, um dos que mais resistia à proposta de tentar parar o país contra os projetos de Temer. Outro elemento impulsionador dessa convocação foi o impacto das grandes manifestações do dia 15 de março contra as reformas que reduzem direitos previdenciários. 

A maioria das centrais teve acordo na realização de manifestações conjuntas no dia 31 de março, nos estados, como um ‘esquenta’ para a greve geral e tendo como bandeiras as mesmas reivindicações. A realização do ato no Rio foi debatida na plenária do movimento contra as reformas de Temer, realizada no auditório do Sindicato dos Bancários, na noite da segunda-feira (27).

A concentração para a passeata será na Candelária, a partir das 16 horas, com saída, rumo à Cinelândia, prevista para acontecer pouco depois das 17 horas. Para o dia seguinte, sábado (1º), está sendo convocada uma carreata, cuja concentração será às 9 horas, em frente à sede da Prefeitura, na Cidade Nova, no Centro do Rio, de onde a manifestação se dirigirá à Madureira, na Zona Norte. O Sindsprev-RJ participará e chama o conjunto da categoria a comparecer às atividades.

As centrais divulgaram a seguinte nota, após a reunião:

“Reunidos na tarde desta segunda-feira (27), na sede nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, os presidentes das centrais sindicais, dirigentes sindicais analisaram a grave situação política, social e econômica que o país atravessa e decidiram que:
Dia 28 de abril
Vamos parar o Brasil
As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País.
Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.  Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil”.

São Paulo, 27 de março de 2017.

Assinam: Adilson Araújo (presidente da CTB), Antonio Neto (presidente da CSB), José Calixto Ramos (presidente da Nova Central), Paulo Pereira da Silva (presidente da Força Sindical), Ricardo Patah (presidente da UGT), Vagner Freitas (presidente da CUT), Edson Carneiro ‘Índio’ (secretário-geral Intersindical), Luiz Carlos Prates ‘Mancha’ (CSP-Conlutas), Ubiraci Dantas de Oliveira ‘Bira’ (presidente da CGTB).






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