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Geral  

Da Candelária à Central, milhares afirmam que 'Nova Previdência' de Bolsonaro é o fim da aposentadoria

23/03/2019

Passeata no Rio de Janeiro, ocorrida no dia 22 de março - Niko

 

Da Redação do Sindsprev-RJ

Por Hélcio Duarte Filho

(com contribuição de Fernando Gonçalves e André Peliccione)


O dia de mobilizações contra a reforma da Previdência enviada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional terminou no Rio pouco depois das 20h da sexta-feira (22), quando a passeata que saiu da Candelária chegou à Central do Brasil, no centro da cidade.


Milhares de pessoas participaram do ato - provavelmente algo entre dez mil e 15 mil manifestantes levaram faixas, cartazes e cantaram palavras de ordem contrárias ao governo e em defesa da Previdência Social, ameaçada pela Proposta de Emenda Constitucional 6, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.


Convocado contra  a PEC 6, o ato também teve como proposta agregar forças e condições para convocação de uma greve geral que pare o país em defesa dos direitos previdenciários. A manifestação também rejeitou a Medida Provisória 873, publicada pelo governo no Carnaval e que tenta inviabilizar o financiamento voluntário dos trabalhadores aos seus respectivos sindicatos.


Servidoras e servidores da seguridade social participaram do ato juntos, em torno das faixas e bandeiras que o Sindsprev-RJ levou à manifestação. “Os trabalhadores têm consciência de que essa reforma da Previdência vai prejudicar todos nós, vai aumentar o tempo de serviço e vamos morrer trabalhando”, disse à reportagem a servidora Rosimeri Paiva, a Rose. “É o primeiro passo do conjunto dos trabalhadores para barrar a reforma, a nossa voz vai começar a ser ouvida. Temos que dar as mãos para barrar essa reforma. Não podemos ficar calados, temos que ocupar as ruas, para garantir a nossa sobrevivência e das futuras gerações”, alertou Sebastião Souza, o Tão, da direção do Sindsprev-RJ.


O dia foi marcado por mais de uma centena de atos pelo país, que reuniram dezenas de milhares de pessoas. Em São Paulo, mais de 20 mil foram às ruas no ato realizado ao final da tarde e início da noite. Mas houve protestos em várias cidades pela manhã e à tarde.


Foi a primeira jornada de protestos nacional convocada pelas centrais sindicais após o envio da proposta de reforma ao Congresso. Na semana da manifestação, os jornais publicaram uma série de desencontros e atritos envolvendo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que disse que o governo deveria cuidar mais da articulação para a aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional.


Tramitação na Câmara


Na véspera do ato, o ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro e ex-governador do Rio Moreira Franco foram presos pela Operação Lava Jato. As prisões teriam esquentado o clima entre o deputado e o governo - já que Moreira é casado com a sogra de Rodrigo Maia. No entanto, o próprio presidente da Câmara se apressou, pouco depois, em declarar que irá “blindar” a tramitação da PEC da Previdência na Câmara dos atritos e desacordos políticos do governo e setores que lhe apoiam.


A constatação de que somente a mobilização dos trabalhadores poderá de fato impedir que a proposta que elimina direitos seja aprovada foi ressaltada durante os atos. “Depois de cem dias de um falso governo, um governo corrupto e que é [contra] a classe trabalhadora, estamos clamando os trabalhadores para virem para as ruas”, disse Octaciano Ramos, o Piano.

 

 

 






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