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Geral  

Pela 3ª vez em um mês, trabalhadores ocupam o Centro do Rio para dizer ‘não’ à reforma da Previdência

14/06/2019


Passeata no momento em que seguia da Candelária em direção à Central do Brasil

Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Pela terceira vez nos últimos 30 dias, milhares de manifestantes ocuparam o Centro do Rio nesta sexta-feira (14 de junho), como parte da Greve Geral contra a Reforma da Previdência e os cortes de verbas na educação. A concentração para a manifestação começou na Candelária, ao final da tarde, de onde os trabalhadores foram em passeata até a Central do Brasil, fechando as quatro pistas da Av. Presidente Vargas. Ao final do ato, um confronto entre PMs do Batalhão de Choque e manifestantes aconteceu quando a passeata estava chegando à Central do Brasil. Alegando que teriam sido ‘atacados’ por manifestantes, os policiais lançaram bombas de efeito moral sobre a passeata no momento em que esta caminhava para o encerramento.

Convocada por 10 centrais sindicais, com apoio de movimentos sociais e estudantis, a Greve Geral teve paralisações de inúmeras categorias do funcionalismo e da iniciativa privada (como bancários, petroleiros e trabalhadores dos correios), além de greves parciais de transportes como metrô, trens e ônibus em Salvador (BA), São Paulo, Belo Horizonte e mais 16 capitais. Atos públicos e manifestações foram realizados em 26 estados mais o Distrito Federal.

No Rio, pela manhã, houve ato com interdição da Av. Brasil, em frente ao INTO, e manifestação no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB). Interdições de vias também ocorreram em outras cidades, como Duque de Caxias, Campos dos Goytacazes e Niterói. Nesta última, manifestantes que protestavam em frente ao Hospital Antônio Pedro foram covardemente atropelados por um homem que em seguida fugiu. No INTO, os trabalhadores foram alvo da truculência policial — leia matéria específica, clicando aqui.

Ampliar a luta contra a reforma da Previdência

Na manifestação da noite desta sexta 14, os trabalhadores destacaram a necessidade de ampliar a luta e as mobilizações para barrar a Reforma (PEC nº 06) em tramitação no Congresso Nacional. Se a reforma for aprovada, como quer o governo Bolsonaro, milhões de trabalhadores brasileiros não terão condição de se aposentar. Os poucos que conseguirem terão aposentadorias ínfimas e muito mais dificuldades para ter acesso a benefícios previdenciários.

“Essa reforma é ruim porque vamos trocar a seguridade social pela capitalização, ficando escravos dos banqueiros, como aconteceu no Chile. Os trabalhadores não podem se iludir com a proposta do governo. É uma reforma que piora muito a nossa situação e precisa ser derrotada”, afirmou o sindicalista Antônio Pedro, do movimento SOS Emprego.

Dirigente do Sepe-RJ e militante do Movimento Marxista 5 de Maio (MM5), Roberto Simões também frisou a necessidade de ampliar as mobilizações. “Estamos no caminho certo. Essa greve geral já se mostra como uma das mais importantes já realizadas. Precisamos fazer outras greves gerais porque esse governo, ainda que tenha problemas de coesionamento, é apoiado pelas frações da burguesia que querem a reforma da previdência. Por isso temos que desestabilizar essa coesão, fazendo nossas greves e mobilizações”, disse.

‘E estudante junto com trabalhador’, dizem manifestantes

Durante a passeata, aos gritos de ‘a nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador’, manifestantes estenderam uma enorme faixa, com cerca de 100 metros, contendo a frase ‘Fora Bolsonaro’. A passeata também teve pequenas ‘performances’ em que estudantes encenavam coreografias.

“Temos que nos organizar para fazer uma luta contundente que nos leve à vitória contra essa reforma absurda. Devemos explicar à população as implicações negativas da reforma, como já fazemos toda semana no Hospital Federal de Bonsucesso”, afirmou Osvaldo Sergio Mendes, da direção do Sindsprev/RJ. Além dele, outros militantes e dirigentes do Sindsprev/RJ estiveram presentes à manifestação unificada. Na parte da tarde, eles já haviam realizado protesto em frente à Gerência Executiva Centro do INSS, na rua Pedro Lessa.

“O projeto de Bolsonaro é de barbárie. Já vivemos numa sociedade em que a maior parte da população está em condições precárias. Precisamos barrar a reforma por uma questão de sobrevivência. Temos que mobilizar em cada local de trabalho, em cada local de estudo, criando comitês populares para organizar a luta e o convencimento de quem não está ainda convencido sobre o absurdo que é a reforma”, frisou Renato Cinco, vereador pelo PSOL-RJ.

Professor da rede municipal de ensino, Osvaldo Coutinho lembrou o desafio que os trabalhadores têm pela frente. “Essas paralisações e greves têm que ser intensificadas. É muita luta e conscientização para ser feito. Eu estou aqui para lutar não só pela minha categoria, mas por muitos trabalhadores brasileiros também. É assim que vamos derrotar a reforma e evitar a perda de direitos”, disse.


Sindsprev/RJ presente ao ato unificado do dia 14/6, no Centro
Foto: Niko






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