Por Olyntho Contente
Da Redação do Sindsprev/RJ
A pressão do Sindsprev/RJ fez com que a gerência da agência Duque de Caxias tomasse as providências para acabar com um forte mau-cheiro que na semana passada empesteava a sala da perícia médica. O diretor do Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues, procurou o gerente regional Flávio Vieira, na sexta-feira passada, mas o gestor não estava no prédio, onde, além da agência, funciona a Gerência Regional. Mas deixou recado com a secretária sobre o problema, para que ela entrasse em contato com o gerente regional, avisando que o Sindicato estava cobrando dele uma solução imediata.
“Hoje (dia 1/03) nem o gerente regional nem o gerente da agência, Severino Guilherme, nos deram um retorno sobre as providências que estavam sendo tomadas. Soubemos, extra-oficialmente, que a manutenção esteve aqui, no sábado e que parece ter resolvido o problema”, afirmou Luiz Fernando. O dirigente acrescentou, no entanto, que, agora, havia outro problema: o ar-condicionado da perícia estava sem funcionar. O gerente da agência Guilherme explicou que ao procurar a origem do mau-cheiro dentro do ar-condicionado, a manutenção acabou por causar um defeito que o impedia de ser religado, sem consertá-lo, em seguida. “Vamos continuar cobrando condições de trabalho dignas. Só com a pressão é que vamos conseguir isto”, afirmou Luiz.
Clima tenso
Luiz Fernando criticou os dois gerentes por não terem resolvido de imediato, a questão do mau-cheiro, que começou na terça-feira da semana passada e que piorou muito, na sexta-feira. “Em vez de se empenharem em garantir as mínimas condições de trabalho, as gerências fazem vista grossa em relação à perseguição feita por determinados chefes contra servidores, como é o caso da funcionária Rosana Costa, que está sendo perseguida pela chefe Arlezia Peliccioni“, criticou o dirigente.
Assim que viu a equipe de reportagem do Sindsprev/RJ na sala da perícia, o gerente da agência, Severino Guilherme, questionou a presença do repórter de texto e do fotógrafo no local. Afirmou, em tom exaltado, que a presença dos dois e do próprio dirigente do Sindicato ali era uma “invasão”. Acrescentou que o sindicalista tinha que ter pedido autorização para entrar ali, com a equipe de imprensa do Sindicato. Luiz Fernando tentou acalmar o gerente, explicando que era seu dever, garantido por lei, como representante eleito dos servidores, exigir condições de trabalho dignas e fiscalizar as instalações da agência sem que fosse impedido disto.
“Inseto”
Um pouco mais calmo explicou Guilherme para a reportagem do Sindsprev que, no sábado foi feita uma busca no rebaixamento do teto e no aparelho de ar-condicionado da perícia. Que o mau-cheiro havia cessado, porém, sem ser encontrada a origem. O odor era de algo podre, talvez um pequeno animal morto. Guilherme descartou a possibilidade de ser um escapamento de gás, pois não existem dutos deste tipo no prédio. Disse que, “quem sabe”, havia um “inseto” morto no ar-condicionado, hipótese bastante remota, a não ser que fosse um inseto de tamanho descomunal.
Polícia Federal
Em seguida, Luiz avisou que procuraria, naquele momento, o gerente regional, sendo seguido por um funcionário durante todo o percurso, que o advertia de que não poderiam ser tiradas fotos, tentando impedi-lo de ir até a sala da Gerência Regional. Já na sala da Gerência Regional passou a ameaçar chamar a Polícia Federal caso fosse desobedecido. O gerente regional recebeu a reportagem, nem o dirigentes sindical, e proibiu que se tirassem fotos.
Disse que a queixa sobre mau-cheiro tinha chegado a ele somente no final do expediente de sexta-feira, quando ele estava numa reunião em Itaguaí, mas que o Departamento de Logística da agência se incumbiu, no sábado, de resolver o problema. Acrescentou que está fazendo uma grande reforma em todo o prédio para melhorar as instalações, tanto para os servidores quanto para os segurados. Estimou em R$ 3,2 os gastos com as reformas.