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INSS  

Lula deixa agências do INSS em estado precário

26/07/2010

Por Olyntho Contente

 

Da Redação do Sindsprev/RJ

 

Servidores e segurados da Previdência Social vivem uma situação dramática. O governo mostra todo o seu descaso e não investe nas agências do INSS que continuam com número de reduzido de funcionários, gerando aumento do estresse de quem trabalha e a queda na qualidade do atendimento. Além disto, todos são obrigados a conviver com a precariedade das instalações das unidades, muitas sem elevadores, com buracos no teto rebaixado, fiação exposta e vazamentos.

 

É neste quadro lamentável de falta de condições mínimas de trabalho que o governo impõe aos trabalhadores do INSS, as avaliações (individual e institucional) de desempenho como ‘condição’ para que atinjam a pontuação máxima da GDASS. Feita pelas chefias, a avaliação individual pode inclusive ser utilizada como forma de pressionar os servidores a se calarem diante dos graves problemas por que passa o Instituto o que deve ser rejeitado por todos.

 

Má conservação é geral

 

No dia 24 de junho, os diretores do Sindsprev/RJ, Manoel Crispim e Osvaldo Mendes, foram chamados às pressas pelos servidores da agência Ilha do Governador. Com o piso totalmente alagado por um vazamento d’água, a unidade parou de atender por mais de três horas. A agência também tinha furos no teto e fiação exposta, além de bueiros de esgoto no seu piso.

 

Em fevereiro, quando a temperatura chegou fácil aos 40 graus, o Sindicato recebeu dezenas de reclamações de agências com ar-condicionado quebrado ou funcionando precariamente, como em Campo Grande e Copacabana. O forte calor aumentava, também, o risco de contaminação por doenças como tuberculose. Símbolo do abandono, a Gerência Centro do INSS, na Rua Pedro Lessa, foi inderditada pela Defesa Civil, em 12 de março. O motivo da interdição foram “falhas na parte externa do prédio que colocam em risco a vida de quem passa próximo”. A  marquise da entrada principal, apresentava sinais de que poderia cair.

 

Caxias: eternos problemas

 

No prédio de Caxias os problemas de má conservação e até de risco na estrutura física, são antigos, inclusive com rachaduras na fundação, verificados pelo Núcleo Sindical. A Defesa Civil emitiu laudo, em 2008, mostrando a existência de comprometimento das bases do prédio. O Ministério Público exigiu obras imediatas para resolver o problema, o que só aconteceu em 2009. Em março de 2010, o Núcleo recebeu denúncia de mau cheiro na Perícia. Cobrou solução, mas a questão só foi resolvida três dias depois.

 

Em abril obras de reforma de todo o prédio de Caxias começaram nos andares mais altos. Só que com servidores e segurados dentro. A unidade não teve o atendimento transferido para outro prédio. Em vez disto, Flávio Vieira, gerente regional do INSS da Baixada Fluminense, preferiu amontoar servidores dos andares mais altos no terceiro piso para que o trabalho fosse feito. O improviso contraria leis de segurança no trabalho, pois os funcionários estão mal acomodados, em cubículos, com buracos no rebaixamento do teto, iluminação precária e fiações expostas.

 

Perseguição ao Núcleo Sindical

 

Para complicar, Flávio Vieira, ameaçou despejar o Núcleo Sindical da sala que ocupa no segundo andar. Alegou que a medida era necessária para o início da reforma no prédio. Representantes da federação nacional (Fenasps) e do Sindsprev/RJ, conversaram com Flávio, que se comprometeu a não desalojar o Núcleo, enquanto a negociação para se chegar a uma solução para o problema, estivesse em curso.

 

Sindicato solicita negociação com ministro sobre problemas do Rio

 

No dia 8 de julho, o Sindsprev/RJ protocolou, em Brasília, pedido de negociação com o Ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas. A finalidade é cobrar solução para os problemas do INSS do Rio de Janeiro, como falta de condições mínimas de trabalho, estado precário de várias agências, falta de materiais e equipamentos, número reduzido de servidores, assédio moral e o caso do INSS de Caxias, em que o gerente regional Flávio Vieira, quer despejar do prédio o Núcleo Sindical.






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