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INSS  

Greve no INSS continua e pressiona governo a apresentar proposta nesta segunda-feira (24/08)

21/08/2015

 

Servidores do INSS no estado do Rio aprovam a continuidade da greve, seguindo orientação do Comando Nacional de Greve da Fenasps
Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Os servidores do INSS no Estado do Rio aprovaram, em assembleia realizada na tarde de sexta-feira (21/08), no auditório da Gerência Centro, a continuidade da greve por tempo indeterminado, seguindo orientação do Comando Nacional de Greve da Fenasps. O objetivo é aumentar a pressão sobre o governo federal, para que o Ministério do Planejamento (MPOG) cumpra a promessa de apresentar, nesta segunda-feira (24/08), uma resposta concreta à pauta específica dos servidores — leia ao final.
Na quarta-feira (26/08), no centro do Rio, os servidores do INSS fazem uma grande manifestação centralizada, com caravanas de trabalhadores do INSS dos principais municípios. Os detalhes da manifestação serão definidos pelo Comando Estadual de Greve, que se reúne nesta segunda-feira (24/08), às 14h, no Sindsprev/RJ (rua Joaquim Silva, 98 – Lapa). Compareça.
A próxima assembleia dos servidores do INSS acontece na quinta-feira (27/08), a partir das 14h, no auditório da Gerência Centro (rua Pedro Lessa, 36 – 6º andar.

Caravana forçou audiência no Planejamento

O compromisso de apresentar uma resposta concreta à pauta de reivindicações dos servidores do INSS foi assumido pelo Ministério do Planejamento (MPOG) durante audiência com o Comando de Greve da Fenasps realizada dia 20/08, em Brasília. Nova reunião entre o Comando de Greve da Fenasps e o Planejamento acontece na quarta-feira (26/08), em Brasília. Daí a importância de se realizar um forte ato unificado dos servidores do INSS no centro do Rio, como meio de fortalecer o Comando na negociação com o governo. O compromisso do Planejamento foi de também apresentar uma resposta à pauta da saúde federal, que está em greve nos principais hospitais e institutos do Rio.

A negociação da última quinta-feira (20/08), no Planejamento, foi conquistada por pressão das caravanas de servidores enviadas pelos sindicatos, como o Sindpsrev/RJ, que na véspera (19/08), fizeram vigília no Palácio da Alvorada, residência da presidente Dilma (PT), onde, após várias horas de insistência, foram contactados pela assessoria da Presidência da República, que então articulou a audiência com o MPOG para o dia seguinte.

Críticas ao modelo de gestão do INSS

A assembleia de sexta-feira 21 foi marcada por duras críticas à política do governo Dilma (PT) para o serviço público e, em especial, para o INSS, onde os servidores questionam o modelo de gestão privada implementado na autarquia e que se baseia na busca de metas impossíveis. “As pessoas não têm mais condições de trabalhar no INSS seguindo esse modelo, que utiliza a carga horária como forma de pressão sobre os servidores, impondo-lhes cada vez mais metas absurdas e inexequíveis. Por isso a nossa greve é justa. É uma greve em defesa da Previdência e do INSS, da nossa dignidade como servidores públicos”, disse Henrique Martini, do Comando Nacional de Greve da Fenasps, que participou da assembleia a convite do Sindsprev/RJ, apresentando um resumo das negociações desde o início da greve.

“Precisamos ampliar e fortalecer a nossa greve e, nesse sentido, quero lembrar o papel fundamental que o Rio de Janeiro tem cumprido na paralisação, não apenas ao enviar caravanas de servidores a Brasília, como na formulação de propostas junto ao Comando Nacional. O governo ainda não apresentou uma resposta concreta à nossa pauta e por isso é tão importante que continuemos firmes para que ele faça isto”, afirmou Janira Rocha, representante do Sindsprev/RJ no Comando Nacional de Greve.

Os servidores também criticaram duramente a postura do Ministério da Previdência e da direção central do INSS, que, sem respaldo legal, mandaram cortar o ponto dos servidores em greve, ordem que não foi seguida ou aceita por parte significativa dos gerentes executivos e chefes de RH do INSS. Isto porque a liminar obtida pelo Instituto junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) não considerou a greve ilegal e nem ordenou o corte de ponto. Apenas estabeleceu o percentual de 60% de efetivos na direção central, superintendências, gerências executivas e setores responsáveis por ações judiciais (ADJs) do Instituto, excluindo as APS de tal obrigação.

“Se não existe uma decisão judicial que dê suporte ao corte, é inacreditável que alguns gestores cumpram uma ordem absurda e sem respaldo. Essas pessoas, esses gestores, estão nos desrespeitando, estão desrespeitando a maioria dos servidores que estão em greve por uma pauta justa. Não podemos mais aceitar que tamanho desrespeito continue”, afirmou, em tom de desabafo, o diretor do Sindsprev/RJ Rolando Medeiros.

Apesar da medida arbitrária do governo, a greve cresceu esta semana. Durante a assembleia, servidores aplaudiram a decisão dos trabalhadores da APS de Paraíba do Sul, que decidiram aderir à greve na segunda-feira (24/08).

Força da greve pode conquistar reivindicações

Para a servidora do INSS Carlas Gabry, a força da greve tem potencial de conquistar a pauta de reivindicações. “A nossa unidade e a nossa força são muito importantes neste momento. Em ocasiões assim, é sempre a força da categoria que decide. A nossa greve é sinônimo de resgate da nossa dignidade porque temos direito à incorporação da GDASS e a um INSS que atenda bem aos segurados”, disse ela, sendo bastante aplaudida.

Os servidores do INSS lutam por reajuste de 27%, incorporação de 100% da GDASS, concurso público, 30h para todos e condições de trabalho, entre outras reivindicações.






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