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INSS  

Seminário organiza luta dos servidores do INSS para o próximo período

30/11/2015

Servidores do INSS em debate durante o Seminário realizado dias 27, 28 e 29 de novembro, no Sindsprev/RJ
Foto: Fernando França

Por André Pelliccione
Da Redação do Sindsprev/RJ

Realizado de 27 a 29 de novembro, no Sindsprev/RJ, o Seminário dos servidores do INSS no Estado do Rio aprovou indicativos de grande importância para a categoria, como o questionamento à lógica imposta pelo Instituto no Plano de Ação 2016, que reproduz o atual modelo de gestão; a participação do Sindicato em reunião com o Superintendente Regional (Sudeste II), Paulo Cirino, e demais gerentes executivos, em dezembro, para apresentar as propostas dos servidores para o plano de reposição de serviço definido no acordo de greve; a organização da luta contra a reforma da previdência pretendida pelo governo Dilma (PT) e a reestruturação do Sindsprev/RJ.

As propostas aprovadas no Seminário serão referendadas e avaliadas na assembleia dos servidores do INSS que acontece na próxima sexta-feira (4/12), a partir das 18h30, no Sindsprev/RJ (rua Joaquim Silva, 98, Lapa, próximo aos arcos). Compareça.

O Seminário teve, como convidado especial, o diretor Zé Campos, da Fenasps (federação nacional).

Debate sobre Plano de Reposição

Sobre o plano de reposição, o governo vem pressionando para que comece ainda em dezembro, mas a Fenasps e sindicatos questionam a forma como vem sendo concebido. A postura da Fenasps, no entanto, é de aguardar negociação com a presidente do INSS, Elisete Berchiol, para apresentar os questionamentos da categoria. Já o Sindsprev/RJ propôs (e aprovou no Seminário) a discussão do plano de reposição com a Superintendência Regional Sudeste II e gerências, quando então serão apresentados os questionamentos. "Inicialmente, o INSS dizia que havia 1,6 milhões de processos represados, mas, como resistimos, baixou para 540 mil. Também queria um prazo de 4 meses e, como também resistimos, passou para 6 meses. Tudo terá de ser pactuado com os servidores”, disse Janira Rocha, que integrou o Comando Nacional de Greve. 

A servidora Sônia Alves, do INSS, teve uma impressão positiva do Seminário: “durante a greve, nosso mote foi a dignidade e a defesa dos nossos direitos. Nesse sentido, o Seminário foi importante para nos preparar para as próximas lutas”, avaliou.

Quanto à reestruturação do Sindsprev/RJ, foram debatidas propostas como campanha emergencial de sindicalização e fusão de regionais, entre outras que serão levadas às assembleias da categoria.

Luta contra Reforma da Previdência é primordial

A reforma da previdência foi tema de debate com a professora Silvina Galizia, do Departamento de Serviço Social da UFRJ, que explicou os principais pontos do Funpresp (Fundo de Previdência Complementar dos servidores públicos), tido como mais um elemento da reforma previdenciária neoliberal que retira direitos dos servidores e impõe a lógica da privatização. “Fundos como o Funpresp, a Previ e a Petros funcionam na lógica do mercado financeiro e estimulam a busca da solução individual para a aposentadoria, atentando contra o princípio da previdência pública, que se baseia num regime coletivo e solidário, garantindo direitos sociais e um sistema de proteção público”, explicou Silvina Galizia, para completar: “o Brasil ainda é um dos países que mais resistiu à privatização da previdência, mas, para derrotarmos a privatização, temos que sair do nosso ninho de servidores públicos, começando por entender que nenhum fundo privado vai garantir os direitos previdenciários da população. Só a previdência pública pode garantir isso”, disse.

“Ao desmontar o INSS, o governo quer acabar com a previdência pública dos trabalhadores celetistas e isso se encaixa na criação de fundos como o Funpresp no serviço público. É por isso que não há mais interesse em fazer concurso para o INSS”, afirmou Paulo Américo Turl Machado, da direção do Sindsprev/RJ.

“Esta é uma discussão de toda a classe trabalhadora, e não apenas dos servidores. Para derrotarmos a privatização, temos que construir uma alternativa da classe trabalhadora”, completou Zé Campos (Fenasps). Para o servidor Ewerson Claudio, é necessária uma aliança dos sindicatos com os segurados. “Temos que traduzir os aspectos da reforma da previdência numa linguagem popular, com exemplos da realidade dos trabalhadores, para conseguirmos apoio à nossa luta”, disse.

Servidores questionam modelo de gestão do INSS

Uma das mais concorridas mesas do Seminário foi a que debateu o atual modelo de gestão do INSS, aberta com palestra da servidora Maisa Campos, que criticou duramente a situação do Instituto. “O chamado ‘novo modelo de gestão’ do INSS, implementado a partir de 2007, não deu autonomia para os servidores trabalharem. Além disso, contribuiu para esvaziar as funções dos servidores, sobretudo na concessão de benefícios, transformando-os em gestores de cadastros. Para completar, não temos suporte para atendermos com qualidade, pois não recebemos treinamento suficiente, os equipamentos são inadequados e, pior que tudo, falta pessoal. O INSS não faz os concursos que deveria, ao mesmo tempo em que nos exige competência, produtividade e o atingimento de metas”, disse ela.

“É necessário que tenhamos indicadores para sabermos onde estamos errando ou acertando, mas isso não pode ser utilizado para punir ou gratificar ninguém, como acontece hoje”, afirmou a servidora Valdelina Costa, da Gerência de Caxias, em referência aos 18 indicadores utilizados pelo INSS.

Para a servidora Janira Rocha, que integrou o Comando Nacional de greve, é preciso romper com a lógica que o INSS impõe à categoria no Plano de Ação 2016. “O INSS quer nos cooptar para remontar o mesmo modelo de gestão que rejeitamos durante a greve deste ano e que é muito ruim. O INSS quer nos incorporar ao debate do Plano de Ação com a mesma lógica anterior. Mas não podemos permitir. O que queremos é outro modelo, baseado em uma lógica totalmente diferente”, disse.

“Nossa postura deve ser a de rejeitar e não endossar o atual modelo, que precisamos desconstruir”, completou Luiz Fernando Carvalho, da direção do Sindsprev/RJ.

“O INSS quer maximizar o nosso trabalho com o menor número possível de servidores, prejudicando o atendimento aos segurados, que muitas vezes não têm acesso a seus benefícios. Nossa lógica é a da mão de obra máxima com mais concessão de benefícios. É por isso que lutamos”, concluiu Janira. 






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