Mário Augusto Jakobskind, da Redação do Sindsprev-RJ
O atendimento no PAM-Del Castilho está cada vez mais precário. Desde maio do ano passado faltam médicos e de outubro para cá a situação está ainda pior e a direção da unidade já foi informada mas não só não tomou nenhuma providência para melhorar a situação, como respondeu que não tem condições de fazer alguma coisa.
A denúncia foi feita pelo diretor da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ e servidor do PAM-Del Castilho, Osvaldo Sergio Mendes.
Ele revelou ainda que no PAM de Del Casilho faltam médicos, inclusive clínicos, e nesse setor apenas são atendidos os pacientes em estado grave, mas os demais são encaminhados para a UPA mais próxima. Hoje (terça-feira) às 15 horas, por exemplo, com exceção da pediatria, nenhum outro setor médico funcionava, revelou Osvaldo.
“É lamentável que persista uma situação dessas, o que tem provocado stress nos pacientes que procuram atendimento, muitos deles passam até mal quando aguardam ser atendidos e nada acontece”, disse
Para o diretor da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ é fundamental que da reparação que está sendo pleiteada ao Estado brasileiro para negros e índios, vítimas de anos de perseguições e exclusão, conste um atendimento médico padrão para o povo. “O que acontece no Rio de Janeiro é uma situação lamentável e da forma como está o atendimento médico, não só no PAM de Del Castilho como em outras unidades, a reparação está longe de ser alcançada”.
Osvaldo Sergio Mendes finalizou afirmando que “o atendimento médico para o povo deve ter padrão de qualidade e para o povo negro e indígena isso acontecendo é também uma forma de reparação do Estado brasileiro a esses segmentos”.